Voce me puxa pelo cabelo, me joga na cama e me acompanha antes que eu possa querer isso. ‘Escreve sobre isso no teu blog’ diz, e eu começo a rir, shut up, falo entre-dentes, e espero pra ver o que pode fazer. Foi bom. Mas o mérito nem foi todo teu, já estávamos bêbados de vinho e agora quando eu passo a mão pelas partes que doem - braços, seios, pernas, bunda - sinto tuas mãos e dentes e vejo teus olhos castanhos ambiciosos. ‘Queria que nossa sexta profana durasse os outros 364 dias do ano.’ Você diz todo suado e com rastros das minhas unhas pelo peito, costas, braços, resto das minhas mordidas no pescoço. ‘Todas sextas pedem pra ser profanas baby’. ‘Todos os dias pedem’, você diz indo ver as marcas no espelho. ‘Quero ver você dizer isso numa segunda-feira’. ‘Se você me deixar ficar até a segunda quem sabe eu diga’. Me contentei em me virar na cama. ‘Você acabou comigo’, diz examinando os arranhões com um sorriso de quem se diverte só de lembrar. ‘É o que sei fazer de melhor’, digo acendendo um cigarro. ‘Sexo?’ Pergunta olhando pra mim, sobrancelha arqueada. ‘Também’, eu digo sorrindo, ‘mas me referia a acabar com as pessoas’